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Carta de mota 2026: A1, A2 e A, requisitos e preços

· 7 min para ler
Guias de condução e alertas da comunidade
informação

Em Portugal a carta de mota é progressiva: A1 (125 cc, desde os 16), A2 (até 35 kW, desde os 18) e A (sem limite, desde os 20 com dois anos de A2). Quem tem 25 anos ou mais pode conduzir uma 125 com a carta B — mas só em Portugal.

Veículos a manter distância numa estrada em curva ao entardecer
Cada categoria de mota autoriza uma potência diferente: escolher bem a entrada poupa tempo e dinheiro.

As três categorias em resumo​

O Código da Estrada e o IMT preveem um sistema progressivo: mais idade e experiência abrem mais potência.

CartaIdade mínimaO que permiteExperiência exigida
AM16 anosCiclomotores até 50 ccNenhuma
A116 anosMotas até 125 cc, 11 kW, 0,1 kW/kgNenhuma
A218 anosMotas até 35 kW, 0,2 kW/kgNenhuma
A20 ou 24 anosTodas as motas, sem limite2 anos de A2 ou acesso direto

A1: a entrada aos 16 anos​

A A1 autoriza motociclos até 125 cc, 11 kW (cerca de 15 cv) e 0,1 kW/kg, além de triciclos até 15 kW e a AM. A carta típica para a cidade numa 125 ou para começar cedo nas duas rodas.

A2: a intermédia mais procurada​

A A2 permite motas até 35 kW (cerca de 47 cv) e 0,2 kW/kg, desde que não derivem de um modelo com mais do dobro da potência. Isto conta: nem qualquer mota se pode limitar, o modelo de origem não pode exceder 70 kW. Quase todas as marcas vendem versões A2 dos modelos médios.

A: sem limites, mas com experiência​

A A autoriza todos os motociclos e triciclos, sem teto. No acesso progressivo são precisos 20 anos e dois anos de A2; no acesso direto, 24 anos mais o exame completo.

O caso particular: a 125 com a carta B​

Quem tem 25 anos ou mais pode conduzir em Portugal as mesmas motas da A1 com a carta B: até 125 cc e 11 kW. É uma equivalência automática, sem formalidades.

Mas com três limites importantes:

  1. Só vale em Portugal. No estrangeiro é precisa a verdadeira A1.
  2. Não conta como experiência para a A2 ou a A.
  3. Sem reboques nem outras equivalências da A1.

Se o objetivo é uma cilindrada maior, cada ano sem A2 é um ano perdido na contagem da experiência.

Como tirar a carta de mota passo a passo​

1. Escolhe a escola e pede um orçamento fechado​

Compara pelo menos duas ou três escolas. Exige por escrito: inscrição, teoria (online ou presencial), número de aulas práticas, mota e equipamento para o exame e tratamento das taxas. Desconfia de preços chamariz que só cobrem a inscrição.

2. Passa no exame teórico​

  • Para a A1: teste específico de mota. Com a B, só o módulo de mota.
  • Para a A2: teste específico de mota. Com a A1, dispensa de teoria.
  • Com a B: só a teoria de mota, o tronco comum é validado.

Com as apps de testes atuais, a maioria passa a teoria em 2 a 4 semanas de estudo diário.

3. Passa na prova prática​

Manobras em recinto (slalom, oito, inversões, travagem) com a mota da escola e condução no trânsito com o examinador. Avaliam antecipação, posição na via, distância e sinalização. Erros clássicos: não ver os espelhos antes de manobrar, circular demasiado ao centro, esquecer os piscas.

4. Verifica se a mota cabe na carta​

Antes de comprar, confirma a potência real no livrete — não no anúncio. Para a A2, verifica também a potência do modelo de origem.

Quanto custa a carta de mota em 2026?​

RubricaIntervalo habitual
Inscrição + teoria150–300 €
Taxas do IMT~100 €
Aulas práticas (8–15)200–450 €
Passagem A2 → A (só prática)200–350 €
Total indicativo A1/A2500–900 €

Cada chumbo encarece a conta: novas taxas e quase sempre aulas extra. Passar à primeira é a forma mais barata.

Passar de A2 para A​

Com 20 anos e dois anos de A2, a A obtém-se com apenas o exame prático, sem repetir a teoria. O acesso direto a partir dos 24 anos exige teoria e prática completas numa mota de grande cilindrada.

Erros comuns que encarecem a carta​

  • Comprar a mota antes da carta. Um modelo acima de 70 kW de origem não é limitável para A2. Confirma sempre a ficha técnica antes de assinar.
  • Confiar na equivalência do B. Anos de 125 com a carta de carro não contam para A2 nem A.
  • Poupar nas aulas práticas. É nas manobras que mais se chumba. Duas aulas extra custam menos do que taxas novas e semanas de espera.
  • Nunca treinar na zona de exame. Os percursos concentram-se em certas ruas. Pede para treinar onde vais ser examinado.
  • Esquecer o equipamento. No dia do exame: capacete homologado, luvas, blusão e calçado fechado. Quase todas as escolas emprestam — confirma antes.
Mota a circular à chuva numa estrada molhada
À chuva, a mota exige mais suavidade: reduz a velocidade e aumenta a distância.

Próximo passo: escola e primeira mota​

Pede orçamento a duas ou três escolas da zona e compara o que cada euro inclui, não só o total. E se já andas a ver motas, passa num concessionário: sentar-te numa 125 ou numa A2 diz mais do que cem fotos, e os vendedores conhecem os modelos limitáveis de cada categoria.

Com a carta no bolso, os alertas da Soplo ajudam a antecipar radares, controlos e perigos nas tuas rotas, sem distrações. Configura a app parado, fixa o telemóvel num suporte homologado e desfruta da estrada com boa margem de segurança.

Perguntas frequentes​

Qual é a diferença entre A1, A2 e A?

A A1 abrange motas até 125 cc e 11 kW desde os 16 anos. A A2 abrange motas até 35 kW desde os 18 anos. A A é sem limite, mas exige 20 anos e dois anos de A2.

Posso conduzir uma 125 com a carta B?

Sim, em Portugal quem tem 25 anos ou mais pode conduzir motas A1 com a carta B, mas só em território nacional. Não conta para o acesso à A2 ou à A.

Quanto custa tirar a carta A2?

Entre 500 e 900 euros em média, conforme a escola, a cidade e as aulas necessárias, incluindo inscrição, teoria, aulas práticas e taxas do IMT.

Como se passa de A2 para A?

Com dois anos de A2 e 20 anos completos, fazendo apenas o exame prático, sem repetir a teoria. A partir dos 24 anos é possível o acesso direto com exame completo.

Quanto tempo demora a carta de mota?

Entre um e três meses com ritmo constante. A teoria prepara-se em 2 a 4 semanas; os prazos dependem das datas de exame do IMT e das aulas necessárias.

Fonte oficial​