Carta de mota 2026: A1, A2 e A, requisitos e preços
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Em Portugal a carta de mota é progressiva: A1 (125 cc, desde os 16), A2 (até 35 kW, desde os 18) e A (sem limite, desde os 20 com dois anos de A2). Quem tem 25 anos ou mais pode conduzir uma 125 com a carta B — mas só em Portugal.

As três categorias em resumo
O Código da Estrada e o IMT preveem um sistema progressivo: mais idade e experiência abrem mais potência.
| Carta | Idade mínima | O que permite | Experiência exigida |
|---|---|---|---|
| AM | 16 anos | Ciclomotores até 50 cc | Nenhuma |
| A1 | 16 anos | Motas até 125 cc, 11 kW, 0,1 kW/kg | Nenhuma |
| A2 | 18 anos | Motas até 35 kW, 0,2 kW/kg | Nenhuma |
| A | 20 ou 24 anos | Todas as motas, sem limite | 2 anos de A2 ou acesso direto |
A1: a entrada aos 16 anos
A A1 autoriza motociclos até 125 cc, 11 kW (cerca de 15 cv) e 0,1 kW/kg, além de triciclos até 15 kW e a AM. A carta típica para a cidade numa 125 ou para começar cedo nas duas rodas.
A2: a intermédia mais procurada
A A2 permite motas até 35 kW (cerca de 47 cv) e 0,2 kW/kg, desde que não derivem de um modelo com mais do dobro da potência. Isto conta: nem qualquer mota se pode limitar, o modelo de origem não pode exceder 70 kW. Quase todas as marcas vendem versões A2 dos modelos médios.
A: sem limites, mas com experiência
A A autoriza todos os motociclos e triciclos, sem teto. No acesso progressivo são precisos 20 anos e dois anos de A2; no acesso direto, 24 anos mais o exame completo.
O caso particular: a 125 com a carta B
Quem tem 25 anos ou mais pode conduzir em Portugal as mesmas motas da A1 com a carta B: até 125 cc e 11 kW. É uma equivalência automática, sem formalidades.
Mas com três limites importantes:
- Só vale em Portugal. No estrangeiro é precisa a verdadeira A1.
- Não conta como experiência para a A2 ou a A.
- Sem reboques nem outras equivalências da A1.
Se o objetivo é uma cilindrada maior, cada ano sem A2 é um ano perdido na contagem da experiência.
Como tirar a carta de mota passo a passo
1. Escolhe a escola e pede um orçamento fechado
Compara pelo menos duas ou três escolas. Exige por escrito: inscrição, teoria (online ou presencial), número de aulas práticas, mota e equipamento para o exame e tratamento das taxas. Desconfia de preços chamariz que só cobrem a inscrição.
2. Passa no exame teórico
- Para a A1: teste específico de mota. Com a B, só o módulo de mota.
- Para a A2: teste específico de mota. Com a A1, dispensa de teoria.
- Com a B: só a teoria de mota, o tronco comum é validado.
Com as apps de testes atuais, a maioria passa a teoria em 2 a 4 semanas de estudo diário.
3. Passa na prova prática
Manobras em recinto (slalom, oito, inversões, travagem) com a mota da escola e condução no trânsito com o examinador. Avaliam antecipação, posição na via, distância e sinalização. Erros clássicos: não ver os espelhos antes de manobrar, circular demasiado ao centro, esquecer os piscas.
4. Verifica se a mota cabe na carta
Antes de comprar, confirma a potência real no livrete — não no anúncio. Para a A2, verifica também a potência do modelo de origem.
Quanto custa a carta de mota em 2026?
| Rubrica | Intervalo habitual |
|---|---|
| Inscrição + teoria | 150–300 € |
| Taxas do IMT | ~100 € |
| Aulas práticas (8–15) | 200–450 € |
| Passagem A2 → A (só prática) | 200–350 € |
| Total indicativo A1/A2 | 500–900 € |
Cada chumbo encarece a conta: novas taxas e quase sempre aulas extra. Passar à primeira é a forma mais barata.
Passar de A2 para A
Com 20 anos e dois anos de A2, a A obtém-se com apenas o exame prático, sem repetir a teoria. O acesso direto a partir dos 24 anos exige teoria e prática completas numa mota de grande cilindrada.
Erros comuns que encarecem a carta
- Comprar a mota antes da carta. Um modelo acima de 70 kW de origem não é limitável para A2. Confirma sempre a ficha técnica antes de assinar.
- Confiar na equivalência do B. Anos de 125 com a carta de carro não contam para A2 nem A.
- Poupar nas aulas práticas. É nas manobras que mais se chumba. Duas aulas extra custam menos do que taxas novas e semanas de espera.
- Nunca treinar na zona de exame. Os percursos concentram-se em certas ruas. Pede para treinar onde vais ser examinado.
- Esquecer o equipamento. No dia do exame: capacete homologado, luvas, blusão e calçado fechado. Quase todas as escolas emprestam — confirma antes.

Próximo passo: escola e primeira mota
Pede orçamento a duas ou três escolas da zona e compara o que cada euro inclui, não só o total. E se já andas a ver motas, passa num concessionário: sentar-te numa 125 ou numa A2 diz mais do que cem fotos, e os vendedores conhecem os modelos limitáveis de cada categoria.
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Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre A1, A2 e A?
A A1 abrange motas até 125 cc e 11 kW desde os 16 anos. A A2 abrange motas até 35 kW desde os 18 anos. A A é sem limite, mas exige 20 anos e dois anos de A2.
Posso conduzir uma 125 com a carta B?
Sim, em Portugal quem tem 25 anos ou mais pode conduzir motas A1 com a carta B, mas só em território nacional. Não conta para o acesso à A2 ou à A.
Quanto custa tirar a carta A2?
Entre 500 e 900 euros em média, conforme a escola, a cidade e as aulas necessárias, incluindo inscrição, teoria, aulas práticas e taxas do IMT.
Como se passa de A2 para A?
Com dois anos de A2 e 20 anos completos, fazendo apenas o exame prático, sem repetir a teoria. A partir dos 24 anos é possível o acesso direto com exame completo.
Quanto tempo demora a carta de mota?
Entre um e três meses com ritmo constante. A teoria prepara-se em 2 a 4 semanas; os prazos dependem das datas de exame do IMT e das aulas necessárias.